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Alexandre começou a tocar em 1984, no ABC paulista. Em 1985, com o Thrash Metal em alta, fundou o MX, e em menos de 2 anos ganhou grande repercussão na mídia, como baterista/vocalista e sobretudo pela evolução da banda MX.

Em 1987, após a realização de vários shows pela região do ABC, São Paulo capital e interior, o MX é contratado pela gravadora Fucker Records, e convidado para participar da gravação de um “ LP” ao vivo, gravado no Teatro Municipal de Santo André, intitulado Headthrashers Live, álbum que foi o segundo registro em Vinil ao vivo de thrash metal no Brasil – um dos marcos do estilo no país.

Os shows se tornaram constantes e a banda crescia rapidamente, sendo cultuada por fãs pelo Brasil inteiro – lá fora o nome do MX também começava a despontar nas famosas “trade tapes”. Em 1988 o MX lança pela Fucker Records o primeiro álbum em estúdio, intitulado Simoniacal. Este álbum ganhou diversas premiações da mídia especializada, inclusive como melhor banda do ano / banda revelação, melhor capa – e isso se deu pela tradicional eleição feita pelos leitores da revista Rock Brigade e outras revistas conceituadas da época, sempre com destaque positivo sobre a performance de Alexandre como baterista e vocalista.

Este álbum fez com que a banda se tornasse uma das mais importantes do cenário nacional da música pesada atingindo também pela primeira vez o mercado exterior (Europa, América do Norte e Oceania). Em alguns países a banda MX estava entre as 10 mais pedidas nos programas de rádio especializados, além de matérias e entrevistas em revistas nacionais e do exterior.

Em 1989 com o lançamento do terceiro álbum, Mental Slavery, Alexandre da Cunha foi reconhecido pela mídia especializada e pelos público como um dos melhores bateristas de música pesada do País, pelo material gravado e pelas apresentações ao vivo, pois além de ser baterista acumulava a função de vocalista no MX, algo que valorizava muito a performance como baterista dado a dificuldade em cantar e tocar músicas rápidas e técnicas.

Com a grande aceitação do MX , a banda foi convidada para abrir a turnê da grande banda americana TESTAMENT, que veio ao Brasil pela primeira vez no ano de 1989 – o auge do grupo que havia lançado o excelente The New Order.

Depois de anos sem nenhum álbum gravado e quase sem aparecer em shows, em 1995 gravam e lançam o álbum Again, e em 1998 o álbum The Last File, ambos excelentes em termos de técnica e composições, recebendo uma grande aceitação por parte de critica e fãs. Apesar de tudo, a distribuição não foi tão forte quanto deveria, o que desanimou os músicos…

O MX ainda participou de outros eventos importantes, como abertura de shows para a banda alemã Kreator ( que não compareceu, mas levou um excelente público ao show que ainda teve Ratos de Porão, Sepultura, Necrosis, entre outros), e o MX teve a responsabilidade de tocar para cerca de 12 mil pessoas em três shows de abertura para os americanos do Exodus, que havia retornado com seu lineup clássico, trazendo o saudoso vocalista Paul Ballof – e em paralelo, Alexandre da Cunha acompanhou por cerca dois anos outra banda do ABC chamada Transfixion que abriu shows para a banda alemã Sodom, e americana Napalm Death.

Em 1999 o MX Abriu a turnê de Paul D’ianno (vocalista da primeira e clássica formação do IRON MAIDEN). Na década seguinte, embora parados, o nome do MX nunca chegou a esfriar, sendo que a gravadora carioca Marquee Records relançou Simoniacal e Mental Slavery com muitos bônus e um encarte com uma mini biografia (dividido em duas partes), assinada por Ricardo Batalha (chefe de redação da revista Roadie Crew).

Depois disso a banda teve um grande hiato em sua carreira, retornando só agora, em 2012, com sua formação original, trazendo, além de Alexandre da Cunha (bateria e vocal), Alexandre ‘Morto’ (guitarra, baixo e vocal), Décio Jr. (guitarra) e Alexandre ‘Dumbo’ (baixo e guitarra).

Ainda considerado como um dos maiores nomes do Thrash mundial – sendo citado como influência por bandas do mundo todo, dentre elas, os suecos do Ghost – o MX marcou sua volta em um show lotado ao lado dos suecos do Arch Enemy, no Carioca Club, em São Paulo (onde gravaram a apresentação que será lançada em um DVD com direito a documentário e outras apresentações), e em 2013, inicia a temporada tocando com os alemães do Destruction em Catanduva.

Em 2013 a banda promete muitas novidades, dentre elas a possibilidade de lançarem o tão aguardado álbum de inéditas, além de outras surpresas.

Luciano Piantonni – Revista Rock Brigade.